As demandas energéticas mundial são majoritariamente fonte de energia não renováveis. Petróleo, gás natural e carvão são utilizados no mundo.
Com o aquecimento global, a emissão de carbono indiscriminado foram assuntos debatidos nas últimas décadas. Temos a Conferência das Partes (COP) que aconteceu desde 1995 em Berlim. Em 1997, tivemos a COP 3 em Kyoto, com o principal objetivo é estabelecer que países mais industrializados em reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), a comercialização de emissões por cotas de produção de GEE e medidas de mecanismos de implementação conjunta para os países atinjam os objetivos estabelecidos através do Protocolo de Kyoto que passou a vigorar em 2005 por 192 países. A COP 26 em Glasgow no Reino Unido (2021) teve como principais objetivos garantir a emissão zero no mundo até 2050.
Com o aumento do consumo e ao mesmo tempo, sua elevação no preço no comércio além desses recursos não serem capazes de aguentar o consumo mundial indeterminadamente, com isso vêm a necessidade da busca por fontes de energias renováveis.
A biomassa é uma das soluções para substituir as fontes de energias não renováveis. Pela definição da ANEEL, biomassa seria qualquer matéria orgânica (vegetal, animal e microrganismos) que pudesse ser transformada em energia térmica, mecânica ou elétrica. Biomassa, segundo TEIXEIRA, pode ser classificada em 3 categorias:
- Biomassa energética florestal - São madeiras das florestas nativas e seus subprodutos de processamento, como a serragem, carvão vegetal.
- Biomassa energética agrícola - São subprodutos das colheitas e demais processos agroindustriais, como cana-de-açúcar, arroz, capim, soja, beterraba
- Rejeitos urbanos - São resíduos lignocelulósicos, ou seja, são derivados de rejeitos urbanos, sólidos ou líquidos, compostos lixos urbanos.
Historicamente a biomassa foi utilizada como fonte de energia há muito tempo. No século XX o uso de biomassa moderna, como álcool e a utilização de reflorestamento para a utilização e produção de madeira.
Existem várias tecnologias para a conversão da biomassa em energia, sendo que algumas opções demandam uma viabilidade econômica e relação de benefícios eco sustentáveis. Uma dessas tecnologias, segundo TEIXEIRA, é a por conversão físico-química por compressão da biomassa ou transesterificação que é uma tecnologia em que utiliza reações químicas de óleos vegetais, gorduras animais com etanol para a produção de biodiesel. Há tecnologia por conversão termoquímica que seria pela combustão de lenhas (uma das primeiras tecnologias que o ser-humano utiliza), conversão de biomassa em gás. Também há uma conversão bioquímica que realiza produção de etanol através de cana-de-açúcar ou beterraba por hidrólise enzimática.
Existem diversas fontes primárias de energia utilizada nos continentes. Em 2018, segundo International Energy Agency (IEA), a matriz energética mundial, a oferta de petróleo no mundo é de 2,9%, gás natural de 23%, carvão mineral em 38%, nuclear em 10,2%, biomassa em 2,4%, hidrelétrica 16,2% e outras energias renováveis em 7,3%.
A matriz elétrica brasileira é ainda mais renovável, sendo a fonte primária a hidrelétrica (65,2%). A biomassa representa 9,1% de toda a matriz do Brasil.

Matriz Elétrica Brasileira 2020 (EPE, 2021)
Existem aspectos que a biomassa possui vantagens e desvantagens para uma implementação na matriz energética. Com relação a aspectos energéticos, o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a produção de biomassa energética para uma utilização ao máximo.
Uma das vantagens é o aproveitamento de rejeitos urbanos e industriais, sólidos e líquidos em políticas públicas na coleta de lixo para utilização de produção de biomassa pode resultar na diminuição no impacto ambiental.
Como recurso energético, a biomassa torna-se uma fonte de energia renovável para uma composição de aproveitamento energético diversificada, isso porque ela gera uma quantidade de energia que alguns não são 100% limpos, ou seja, há uma certa quantidade de resíduos que pode ser aproveitada ou descartada.
Uma desvantagem, em relação aos aspectos socioambientais seria um aumento da área cultivada para a produção de biomassa energética para a produção de cana-de-açúcar e soja, beterraba entre outros, e com isso, uma preocupação de evitar o desmatamento para o plantio desses produtos. E um planejamento para a produção de matéria-prima devem ser tomadas para minimizar os impactos do meio ambiente.
Em relação aos aspectos econômicos do uso da biomassa, isso viabiliza uma geração de empregos diretos ou indiretos e promoveria uma qualidade de vida. Produções em pequena escala, com uma usina de 100 MW, a biomassa pode ajudar locais de difícil acesso para geração de energia elétrica.
Portanto, a biomassa permitiria ser uma fonte de energia renovável como composição de matriz energética e diminuindo poluição como a utilização de outras fontes não renováveis como petróleo e carvão mineral.
BIBLIOGRAFIA
CONFERENCE OF THE PARTIES (COP). United Nations Framework Convention on Climate Change, 2021. Disponivel em: <https://unfccc.int/process/bodies/supreme-bodies/conference-of-the-parties-cop>.
EPE – Empresa de Pesquisas Energéticas. Disponível em <www.epe.gov.br>. Acesso em:
dezembro de 2021.
FREITAS, GIOVANY MARTINS DE. Biomassa, uma fonte de energia. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016.
GUARDABASSI, Patricia Maria. Sustentabilidade da biomassa como fonte de energia: perspectivas para países em desenvolvimento. Universidade de São Paulo (Dissertação). São Paulo, 2006.
IEA– International Energy Agency. Disponível em<www.iea.org>. Acesso em: dezembro de
2021.
TEIXEIRA, Ricardo Sposina Sobral et al. BIOMASSA COMO FONTE DE ENERGIA RENOVÁVEL.
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